O SENHOR DAS CRÔNICAS (ATUALIZADO)

O SENHOR DAS CRÔNICAS (ATUALIZADO)
"Seu conceito sobre literatura"

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

FONOAUDIOLOGIA PARA MUDOS

Sexta-feira. Eu no meu pequeno escritório na clínica Ourocruz.Na tela do meu computador,alguns vídeos de animações alegravam um pouco minha vida sendo somados às gracinhas de André,meu enfermeiro chefe.Só hoje,atendi mais de vinte pessoas.Essas horas da noite,exatamente onze e quarenta,não costumo atender(Não costumava!).Um dia desses apareceu um casal de mudos(Sim,mudos!)fazia ali.Eu que sempre fui devoto de Santo Amaro e até carrego uma cruz comigo aqui “ó”.Bem,como um fonoaudiólogo recém formado,disse que atendia o par de mudos.
Na esperança de espantá-los daquele recinto, fui passando várias pessoas na frente e sempre, ao fim do horário, pedia que voltassem no outro dia. Comecei a notar que eles sempre pegavam uma “carona” com André. Decidi atendê-los dois dias depois, na minha casa.
Chegaram bem na hora do almoço. Que surpresa!Quando consultava os pacientes em minha casa, sempre chegavam a cima de uma refeição, visando somente o pecado da gula. Pensam que só porque sou médico sou rico. Pois estão errados!
Almoçamos. Ficamos mudos por algum tempo, até que forcei os velhinhos a abrirem o jogo. Um velho jogo de xadrez, que havia emperrado no meu aniversário de quatorze anos. Já jogando, para manter a comunicação, pedi ao casal que se comunicasse via bilhete. A cada jogada de xadrez, bilhetinhos eram escritos como: ”Pega essa!”, ”Seu otário”, ”Olha minha jogada” e todos precedidos de um palavrão, aleatoriamente escolhido pelos velhos.
Aquela tarde não me rendeu nada. Mas, ao menos, Aprendi com os velhos a jogar um bom xadrez, além da promessa escrita que a velha escreveu jurando ensinar-me a jogar poker.Foram embora á noite,levando alguns pastéis que minha esposa Silvinha havia preparado para os meninos.Assim que saíram,Silvia veio com várias perguntas e disse que queria o divórcio.
Dois meses depois, eu estava divorciado devido a dois pasteizinhos. E o mais interessante foi que quem fez o divórcio foi o velho. O infeliz era advogado!
Separado e infeliz, os velhinhos começaram a cuidar de mim. Caí na bebida. Quando eu chegava dos bares lá estavam os dois, contando piadas via bilhete. Enquanto um escrevia a piada, o outro escrevia o “risos! Risos!”. Que saco!Nem o pior momento de minha vida me respeitou. Até que em um dia, engasgada com um caroço de manga, a velha morreu. Foi triste. O velho gritava sons incompreensíveis. Muita emoção no enterro e a partir daí, o velho só escrevia no papel: ”snif!snif”.
Passou-se dois anos, o velho parou de escrever. Entregou-se ao mundo. Saía bêbado, chegava bêbado (Com mulheres!). Era o velho mais feliz do mundo. Não parava de sorrir.Só alguns meses depois descobri que tinha feito uma cirurgia plástica.De tanto sorrir,saiu em uma emissora de televisão.O nome do programa era “Faça o velho chorar”.Ninguém nunca o fez chorar,nem com a história de amor,que a senhora Nadja sabia.Ganhou o prêmio máximo de dois milhões de reais.Antes de morrer ele deixou um último bilhete onde estava escrito:Obrigado!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

NOVO CONTEÚDO,AGUARDEM...

Clã Brasil

Oh embala a minha dança
Com o xaxado e o xote,além de um delicioso forró
Que outrora em minha garganta fez-se um nó
E toda essa peça ao prazer lança

E nunca viu-se tão talentosas
Não esquecendo dos rapazes que a cercam
Meninas enfeitadas com rosas
Meninos que as alvejam

Certo que de onde longe vim e de onde vindes
Lembro-me que fiquei sem ação
Com tão bonito gosto do Sertão
Que de cabeças formam brindes

Jamais irei esquecer-me de tal inteligência
E de moças tão doces,alguma viril
Com a educação pede a ciência
E da minha amada Paraíba vem o Clã Brasil

Clã Brasil

Oh embala a minha dança
Com o xaxado e o xote,além de um delicioso forró
Que outrora em minha garganta fez-se um nó
E toda essa peça ao prazer lança

E nunca viu-se tão talentosas
Não esquecendo dos rapazes que a cercam
Meninas enfeitadas com rosas
Meninos que as alvejam

Certo que de onde longe vim e de onde vindes
Lembro-me que fiquei sem ação
Com tão bonito gosto do Sertão
Que de cabeças formam brindes

Jamais irei esquecer-me de tal inteligência
E de moças tão doces,alguma viril
Com a educação pede a ciência
E da minha amada Paraíba vem o Clã Brasil

A zabumbeira violinista

Olhava para ti todo o tempo da quermesse
E em meu peito,um coração batia forte
Com o seu forró do Nordeste ao Norte
Em minha vida agora uma esperança cresce

Oh zabumbeira arretada essa mulher
Encanta a todos,desde i velho ao menino
Toda pomposa ainda toca violino
E fa todo esse povo mostrar que tem fogo no pé

E o teu nome até agora eu não sei
Em minha memória seu lindo sorriso ficou
Ainda me lembro que meu xote desandou
Quando olhei para ela e a admirei

E cá eu agora já faço planejamento
Incerto de que vou te ter
Acho que tu agora és meu bem querer
Zabumbeira arretada que não sai do pensamento

sábado, 20 de junho de 2009

O jogo de poker

Dados sejam os dados e que passem pelo crivo
E de feridos,ferem os ferimentos
Dos dados extraiu-se a dor e os lamentos
E baixa-se a cabeça,lendo o negativo

Vários parricidas à mesa
Motivos diferentes para um só crime
Vivo não perde o teu saber sublime
Morta,outra vez,entrega-se tua destreza

Ao rolar de dados tua vida é absolvida
E a pena que de família tua eu sentia
Ganhar é um obstáculo tua vida,eu ria
E todo o meu sorriso a deixava ser absorvida

Sai que não mais em tua porta bate a boa sorte
E todo o leite arma o azedo de tua imberbe face
Ao rolar de dados eleges um derradeiro cálice
E reflete o olhar de nervos aleijando a tua morte

O mestre

A noite vem fria
Com ela o mistério
A fria agonia

Agrava a polia
Em todo o império
Findou-se a alegria


Ao fim do semestre
Não andam sozinhos
Não são de bom dia!

Mas chega o mestre
Rodeado de espinhos
E tudo se cria


E ama o poema
Dobra o menino
Não deixa mentir

Não vê o sistema
Não mais toca o sino
Só nos ver dormir

Samira

Sob as ondas geladas de calmo mar a meço
E em teus metros ruge o fogo de meus dedos
Tua pele em minha pele,peca à pele,eu peço
Não só de pele a digo mas a lembro de meus medos

Erro ao tentar errar em sua bigamia
Que em dias até hoje marcha à inflamação da doutrina
Rimas enfurnadas que a dizem cristalina
Pose que atenta à sua alergia

Nem mesmo o cânhamo é tão viciante
Quanto a esplêndida loucura de a servir
Chance de me ver vivendo a experiência extravagante?
A mesma de pensar que tua veia vou haurir

Não vou negar o fato de pensar em negar-te
E nem nego o "não" que não a disse
E quem não nega as frias mesmices
Cria em tua vida uma urza que brilha mais,em parte

??????

Um texto não é capaz de te falar
De como meu dizer é verdadeiro
Gosto tento de teu cheiro
Enlouqueço por inteiro
Nem sei por onde começar

Confesso que nunca fiz um verso tão sincero
Mas como me esforço para este fazer
Que venha a me conhecer
E mesmo sem querer saber
Por inteiro te querer
TE quero!

Não se faz dessas palavras fardo
E nem delas se faz conto
E em um mesmo ponto
Posso ser o "tonto"
Ou mesmo o esforçado

Carinhosamente te digo
Deixa disso e vem passear
Quero te escutar
Preciso ouvir o que tens para falar
Mesmo sem me amar
Morena,casa comigo?

Sempre admirei meninas inteligentes,românticas e amorosas

Queria te dizer tudo que sinto
Por você eu me alegrava
E somava tudo isso a você

Para você eu jamais minto
E contigo eu sonhava
Mesmo sem deixar-te perceber


Mas a saudade chora
Sempre a desejo
Bem perto de meu coração

O meu silêncio a ti implora
E lembro do seu beijo
Sussurrando em minha orelha o canto da canção


Mesmo que não mais a veja
E sua face eu veja
Nem sua boca pequena

Mas não pegarei tristeza
Gosto de cereja
Em sua pele morena