Eu recebi as cartas que mandou-me an passado
Aliás,em uma de minhas crises,rasguei-as
Queria mesmo largar minha esposa e ficar ao teu lado
Mas,como tu sabes,ela é muito ciumenta
Não tenho motivos para viver e nem para morrer
Quero ficar quieto e esperar-te aqui em casa
Memso que venha meu casamento a custar
Me firmo em pé,juro que não vou me encostar
Lembro-me da comida que você fazia
E minha mulher reclama até hoje
Volta para casa,te imploro
E se não voltar,eu choro
Mas,uns três anos passaram-se,e você não voltou
Minha vida é monótona e marcado estou
De noite ouço o latido dos cães´
Por onde será que você anda,mamãe?
quarta-feira, 13 de maio de 2009
As bolsas
Está esquecida a bolsa cor de prata
Esquecida e imóvel em cima da cadeira
Mas a dona a tomou e foi-se embora
Embora se trate de uma bolsa caseira
Não será ela que vi no aeroporto?
Não,a que vi era vermelha e não era esquecida
Estava em cima de um banco torto
Pertencia a uma senhora e estava enriquecida
[de dólares...]
Raciocine,filho,raciocine
Se as bolsas são de mesma marca
Se o modelo de ambas é igual
Será que as duas aguentam a mesma carga?
São de mesmo couro
Uma é vermelha e bonita
A outra é prata e esquecida
Será que a prata brilha menos que o ouro?
Esquecida e imóvel em cima da cadeira
Mas a dona a tomou e foi-se embora
Embora se trate de uma bolsa caseira
Não será ela que vi no aeroporto?
Não,a que vi era vermelha e não era esquecida
Estava em cima de um banco torto
Pertencia a uma senhora e estava enriquecida
[de dólares...]
Raciocine,filho,raciocine
Se as bolsas são de mesma marca
Se o modelo de ambas é igual
Será que as duas aguentam a mesma carga?
São de mesmo couro
Uma é vermelha e bonita
A outra é prata e esquecida
Será que a prata brilha menos que o ouro?
O Escravo
Deixa-me tocar minha viola pelo resto da noite
A solidão não me interessa,por favor não impeça,a força do açoite
O meu legado é ser paciente e obedecer o meu senhor
Mesmo que me custe a mente e não contemple o esplendor
Não adianta rezar,se nada a Deus posso pedir
Me falta paz e a cada dia acababa a esperança
De um verso a outro,aprendo a seguir
A minha regra,longe de suas tranças
Peço ao menos que me alforrie
E me tire deste hospício para animais
Só não me entregue e olhe para trás
Veja minha vida e a vivencie
Longe,na plantação,vejo meu senhor fumar
Pobre velho!Não irá muito durar
Ele olha para mim e vejo sua expressão de nojo
E continuo a cortar capim,com minhas mãos sujas.
A solidão não me interessa,por favor não impeça,a força do açoite
O meu legado é ser paciente e obedecer o meu senhor
Mesmo que me custe a mente e não contemple o esplendor
Não adianta rezar,se nada a Deus posso pedir
Me falta paz e a cada dia acababa a esperança
De um verso a outro,aprendo a seguir
A minha regra,longe de suas tranças
Peço ao menos que me alforrie
E me tire deste hospício para animais
Só não me entregue e olhe para trás
Veja minha vida e a vivencie
Longe,na plantação,vejo meu senhor fumar
Pobre velho!Não irá muito durar
Ele olha para mim e vejo sua expressão de nojo
E continuo a cortar capim,com minhas mãos sujas.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Estrofes de repente
Se a poesia não fosse tocante
Se aquela rosa não fosse vermelha
Se uma estrofe não fosse tocante
Se um diamante não fosse brilhante
Seria você tão amorosa e amante?
Não sei se seria
Só que a criação que almeja beijar-te
Jaz em uma terra de sufoco e tontura
E tal formosura que ela encontra em teu corpo
Curvas de laços e tanta doçura
Estrofes de repente
São apenas estrofes que se tem na hora em mente
Não são colocadas de forma descrente
Descrevem o poder do amor inconsequente
Estrofes são rochas de gelo em água fervente
Você que de saia me traz alegria
E minha agonia é viver sem te tocar
E todos os dias,em minha direção caminha
Ó bela rainha,nunca vi passar
Que coisa mais bela que vejo a beira mar!
Se aquela rosa não fosse vermelha
Se uma estrofe não fosse tocante
Se um diamante não fosse brilhante
Seria você tão amorosa e amante?
Não sei se seria
Só que a criação que almeja beijar-te
Jaz em uma terra de sufoco e tontura
E tal formosura que ela encontra em teu corpo
Curvas de laços e tanta doçura
Estrofes de repente
São apenas estrofes que se tem na hora em mente
Não são colocadas de forma descrente
Descrevem o poder do amor inconsequente
Estrofes são rochas de gelo em água fervente
Você que de saia me traz alegria
E minha agonia é viver sem te tocar
E todos os dias,em minha direção caminha
Ó bela rainha,nunca vi passar
Que coisa mais bela que vejo a beira mar!
sábado, 2 de maio de 2009
A lâmpada
São sete lâmpadas
Uma não está acesa
Por que será?
Não sei ao certo
Diz-me o menino que é porque queimou
Queimou mesmo
Agora pude reparar
Que o menino também está a olhar
E com tal atenção que não deve ao seu pai
Não sei se ele olha do mesmo jeito que eu
Afinal,não temos o mesmo gosto
O menino agora olha,para o lado oposto
Uma não está acesa
Por que será?
Não sei ao certo
Diz-me o menino que é porque queimou
Queimou mesmo
Agora pude reparar
Que o menino também está a olhar
E com tal atenção que não deve ao seu pai
Não sei se ele olha do mesmo jeito que eu
Afinal,não temos o mesmo gosto
O menino agora olha,para o lado oposto
Não gosto do gosto da maçã
Não prego essa idéia de coisas saudáveis
Prefiro o calor de uma manhã
Não prego essa idéia de coisas laváveis
Prefiro esquiar no Saara
E olhar para o sol,sem proteção aos olhos
Não gosto que me chamem pelo nome
Prefiro ser chamado de "Apenas mais um homem"
Não gosto de assistir novelas
Prefiro assistir aos príncipes e cinderelas
E não gosto de comer comida
Prefiro a experiência que é consequência da vida
Eu gosto de andar pela cidade
Observando as pessoas e cantando essas canções
Não gosto de intrigas severas
Prefiro as palavras,as bonitas e as sinceras
Não prego essa idéia de coisas saudáveis
Prefiro o calor de uma manhã
Não prego essa idéia de coisas laváveis
Prefiro esquiar no Saara
E olhar para o sol,sem proteção aos olhos
Não gosto que me chamem pelo nome
Prefiro ser chamado de "Apenas mais um homem"
Não gosto de assistir novelas
Prefiro assistir aos príncipes e cinderelas
E não gosto de comer comida
Prefiro a experiência que é consequência da vida
Eu gosto de andar pela cidade
Observando as pessoas e cantando essas canções
Não gosto de intrigas severas
Prefiro as palavras,as bonitas e as sinceras
Sempre foi
Penso em você quase todas as tardes
E gosto de pensar que penso em pensar todos os dias
Os dias que me foram dados pelas mão dos batimentos
Os dias que me fazem andar e pensar em pensamentos
Você que sempre foi a minha inspiração para tudo
E me inspirou a inspirar a inspiração para viver
Cresci pensando em pensar em um pensamento teu
Mas teu conhecimento me inspirou,por um momento,a te querer
Não sei o que puseste em minha vida pobre e infeliz
Pois minha tristeza transformou-se em beleza
Em beleza,apagda e acesa,dura como a dureza
Fui feliz!
Ligo para você e nem me liga
Não liga e nem ligou,jamais me fez uma ligação
Sequer uma ligação
Sequer uma...
E gosto de pensar que penso em pensar todos os dias
Os dias que me foram dados pelas mão dos batimentos
Os dias que me fazem andar e pensar em pensamentos
Você que sempre foi a minha inspiração para tudo
E me inspirou a inspirar a inspiração para viver
Cresci pensando em pensar em um pensamento teu
Mas teu conhecimento me inspirou,por um momento,a te querer
Não sei o que puseste em minha vida pobre e infeliz
Pois minha tristeza transformou-se em beleza
Em beleza,apagda e acesa,dura como a dureza
Fui feliz!
Ligo para você e nem me liga
Não liga e nem ligou,jamais me fez uma ligação
Sequer uma ligação
Sequer uma...
Negócios
Enquanto os carros correm
E os edifícios acordam
Meu paletó chama por mim
Em minha gravata há marcas de trem
Confesso que o relógio já passa das seis
Em minha cama,rezam os lençóis
Os travesseiros me contam segredos
E cantam as redes estendidas e à sós
Preciso banhar-me
Já estou atrasado
Já preparei a ceia
Está ao meu lado
E saio de casa ou de um quarto de hotel
Não sei
Não me lembro
De ontem à noite
Estou cansado
Eu vou voltar para a casa
Não sei se sou vítima,não sei se sou réu
Não se volto para casa ou se durmo em um hotel
E os edifícios acordam
Meu paletó chama por mim
Em minha gravata há marcas de trem
Confesso que o relógio já passa das seis
Em minha cama,rezam os lençóis
Os travesseiros me contam segredos
E cantam as redes estendidas e à sós
Preciso banhar-me
Já estou atrasado
Já preparei a ceia
Está ao meu lado
E saio de casa ou de um quarto de hotel
Não sei
Não me lembro
De ontem à noite
Estou cansado
Eu vou voltar para a casa
Não sei se sou vítima,não sei se sou réu
Não se volto para casa ou se durmo em um hotel
Gritos do infante
Nasci rodeado de pessoas tão externas
Olhavam o meu corpo,a minha carne,as minhas pernas
E que privacidade achara eu naquele canto?
E nu,estava mórbido,coberto por um manto
No meu primeiro dia ,em minha casa houve festa
Cobriram-me de panos dos meus pés até a testa
Não pude reclamar pois minha voz era intocada
Até em minha mão puseram uma pulseira marcada
É triste ser um recém nascido
Não tenho direitos,cumpro ordens,obedeço aos crescidos
"Sorria!sorria!",ordenam a todo instante
Se sorrio eles riem,se choro eles cantam
Já estou farto!
Não aguento realizar os desejos da nobreza
Será que ningué percebe minha dor?
Será que meu cansaçoé mais uma tristeza?
Olhavam o meu corpo,a minha carne,as minhas pernas
E que privacidade achara eu naquele canto?
E nu,estava mórbido,coberto por um manto
No meu primeiro dia ,em minha casa houve festa
Cobriram-me de panos dos meus pés até a testa
Não pude reclamar pois minha voz era intocada
Até em minha mão puseram uma pulseira marcada
É triste ser um recém nascido
Não tenho direitos,cumpro ordens,obedeço aos crescidos
"Sorria!sorria!",ordenam a todo instante
Se sorrio eles riem,se choro eles cantam
Já estou farto!
Não aguento realizar os desejos da nobreza
Será que ningué percebe minha dor?
Será que meu cansaçoé mais uma tristeza?
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