O SENHOR DAS CRÔNICAS (ATUALIZADO)

O SENHOR DAS CRÔNICAS (ATUALIZADO)
"Seu conceito sobre literatura"

sábado, 12 de dezembro de 2009

NOSSOS NOVOS PARCEIROS

DÁ UMA CONFERIDA NOS NOVOS PARCEIROS DO SENHOR DAS CRÔNICAS....



http://sapotiforall.blogspot.com
http://dominiodoscontos.blogspot.com


Lá vocÊ encontra várias coisas interessantes!!!



Agradecimentos,Lobo e Ray

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A SAUDADE QUE EU SINTO

A saudade é um abismo
Longe de todo o amor
Caem pessoas,o otimismo
Traz angustia,medo e dor


É o medo que sentimos
Quando há muito tempo longe
E não perdoa a saudade
A qual todo coração invade


Não adianta dizer que não
Pois cada um de nós sente
Saudades de quem se foi
Saudades de muita gente


E quando a saudade estiver por perto
E eu não estiver com você
Não fique neste deserto
Que eu vou te socorrer


Saudade de quem amamos
Saudade de quem queremos
A saudade é o que difere
O ficar do ficamos


E saudade é tudo isso
É o sofrimento posto em pauta
Quando a saudade voltar
Sentirei a tua falta

sábado, 28 de novembro de 2009

O FRIO DA NOITE

Em minha terra
Claro,o escuro gela a mente
Fazes de tudo uma guerra
Fazes o meu poente


No frio da noite
Sinto que seu espírito não habita o meu sofá
Daiana,não temas a noite
Serás inércia mesmo sem poder chegar


E o poder que a ti ofereci
De ir e vir e o hábito arrastar
Não te esqueças o que prometi
Tirar-te-ei de sua abstinência,e a levarei ao altar


Dos Deuses
Dos Deuses herdei este costume
Que voltes aos Deuses
Ou jamais me toques com o teu perfume


Pensas que não sinto?
Sinto em dobro a tua falta
Se não me falha a memória,minto
Não sinto o toque de tu mão,à cruz alta.

NADA MAIS FAZ SENTIDO

Nada mais faz sentido
Nada mais interessa
Nunca fui incumbido
De fazer sala à pressa



Nem a perfeição poliu
O que de mais forte vejo
Que com a pressa esvaiu
E cumpriu seu último desejo



Como uma haste de ferro
Nenhum sentido faz a vida
O dinheiro,caro,berro
Ao sentido que não faz a velha esquecida



Esqueço até a cerimônia
Quando cai em minha alma a reza
Consumir com parcimônia
É tudo que a vida preza



Sem vergonha
Sem sentido
A morte morre medonho
E o silêncio é esquecido


Nada mais voa tão longe
Como em minha infância
Tudo agora é uma falange
De toda a ganância




Não penso como pensava
Não creio que viva muito
Mas o segundo em que atirava
Não errara a flecha,sem nenhum intuito


Ages enquanto podes
Um dia irás saber do que falo
Abrace teu filho e seus anjos pobres
Para que depois não desça no ralo
Tua esperança!

LUA

Lua como posso ser sucinto
Se quando eu vou falar
E até mesmo a caminhar
Tua presença eu sinto?

Como me ver livre deste caso?
Se o que eu quero,em verdade
É mascarar a saudade
A qual faço descaso


Pense e não peça como amigo
Se as noites sem você são feias
Abraço meus sangue com as veias
E não te ter é o meu maior castigo


Não entendo o que fiz
Se meu erro é você
Eu prefiro te querer
E errar sendo feliz

Sei que isto é improviso
Pois não vejo por onde começar
Se Deus queria nos juntar
Por que desfez o paraíso?

São essas idéias que discuto
Não desistirei jamais
E mesmo que não me queira mais
Por você ainda luto

Meu ideal é o mais seguro
E tu me deste a felicidade
Da Lua tenho saudade
Que ilumina meu escuro!

CLARA

Onde escondeste a receita de tal forma?
Na aurora boreal está impressa suas cores
Clara,seu segredo é secreto como as flores
E ao seu redor em gelo o mar não se transforma


Creio que a vida seja mais do que olhar
E de amar,e de sofrer,e de sorrir
E,neste caso,a devo argüir
Com quantas rosas posso conquistar?


E dentre as rosas era a mais cotada
E dentre as flores sempre era a mais bela
O mato verde e de cor amarela
O caminhar de uma breve enxurrada
[Em minha janela...]


O mato jamais perdoa o que faz com seu manto
E um lírio expresso em seus lábios
No entanto,imóvel,chora rodeado
De males plantas seus olhos de canto
[Em eterno pranto e agoniados...]

DE ONDE COMEÇAR?

De onde começar?
Se seus olhos já posso ver
Como não te falar
Que o meu querer não é poder?



Receptar as glórias?
Derramar fora as tristezas?
Vou separar as histórias
E ficar com as incertezas



De onde começar?
Devagar ou mesmo vacilante?
Pára onde vou parar
Ou melhor,pare adiante.



Que eu posso Entrelaçar?
Os laços ou as fivelas?
Ou mesmo farei passar
Teu dedo por uma vela



Por onde a vela passar?
Se de cera é feita a dita
Será que vou poder criar
Uma bendita e maldita?



Que eu devo renegar?
Um amigo ou um passarinho?
Ou ver-te aconchegar
Meu amor em teu espinho



Por onde devo passar?
Pelas trevas ou pela luz?
Se por linhas tortas chegar
Qual caminho é o da cruz?



Devo ou não devo passar?
Devo ou não devo cair?
Se fácil farei voar
E fácil, irei partir?



Quão verdade é o mar?
Quão veemente é a cor?
Dentre as rosas escalpelar
Com as mãos sujas de dor



De onde começar?
De onde tudo acabou?
De onde irá terminar?
Da ira ou do amor?

A VIDA EM UM BEIJO

Da-me um beijo
Que minha vida já o pertence
E sem o desejo
Era o que eu adorava,juro,que pense

Só um beijo
E nem mais uma palavra
Mesmo que precise calar-te,eu vejo
Que com tua boca sonhava

Um beijo
Além de mudar o tempo,modificar emoções
Um beijo de azulejo
Frio e sem quaisquer emoções

Exatamente um beijo
Nada mais que isso
Um beijo e eu a beijo
Para não ficar omisso
[ao desejo!]

A LUA DO ECLIPSE

A lua de quatro fases
É a lua de eclipse
Que contra suas vontades
Tem a forma de elipse


E quando a noite chega
Com ela traz a essência
E traceja
Uma luz que dispara à inocência


Lua...
O eclipse torna-se tão obscuro
Quando o olho da rua
Sinto como se separado por um muro


Lua...
Em meu peito o coração rebate
E a cada eclipse que passa na rua
Cada minuto é um imenso debate


Sobre as fases da lua
Se ela mantém-se por inteira
Qual das fases tua
Seria a fase verdadeira?

A FÚRIA DA LUA

Quando tudo acabar
E olhar para o céu
Lembrarei de como o mar
Foi seu castigo cruel


A lua que seduziu
A lua não foi sincera
E mostra o que conseguiu
Ao lançar o mar à fera


Seu castigo será Fútil
Será um imenso escarmento
Derramará sangue inútil
Sem expelir qualquer lamento


Foi-se embora sua luz
E suas trevas a habitaram
E sobre a lua,o sol eu pus
E os crentes a esqueceram


Enfim,levantou-se
Em um mar de eterno brilho
O fogo a vida lhe trouxe
E a ele causou empecilho


Lua,quando de novo dormir
Sonhará com seu castigo
E lembrará de um amigo
Que todas as noites sonha contigo
Sonha em como a lua é perfeita
E que um castigo não é capaz de enfrentar
Sua fúria de deusa imperfeita
Capaz de acertar e errar


Sei que nada serviu
Para essa lição aprender
A lua de novo saiu
E por motivo nenhum voltou a esquecer


O quanto carreguei-a nos braços
E o peso da lua eu vi
Enquanto estava em pedaços
Em seus olhos,as lágrimas,li


Eu a amei como mais ninguém
E por isso ela brilha na rima
E por ela continuarei sonhando ao além
Enquanto me olha lá de cima...